terça-feira, 16 de setembro de 2014

Ato com Lula `em defesa´ do pré-sal vira manifestação contra Marina

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Uma manifestação intitulada "Ato em Defesa do Pré-Sal" reuniu milheres de pessoas, segundo a Polícia Militar, no final da manhã desta segunda-feira (15) na Cinelândia, Centro do Rio. Após a chegada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, houve empurra-empurra e um princípio de confusão devido à grande quantidade de pessoas tentando se aproximar do petista.

Organizado por Sindicato dos Bancários, Federação Única dos Petroleiros (FUP) e Central Única dos Trabalhadores (CUT), o ato, em apoio à candidatura da presidente Dilma Rousseff, foi uma manifestação crítica a Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB), rivais de Dilma na disputa pela Presidência.

Adesivos com os dizeres "Fora Marina e leve o Itaú junto" foram distribuídos no evento. Bandeiras do PT, fogos de artifício vermelhos e adesivos com a foto da presidente Dilma Rousseff ao lado do ex-presidente Lula também estampavam as roupas dos militantes.

A manifestação também contou com a participação de outras centrais sindicais, entidades estudantis e movimento sociais e incluiu um abraço ao prédio da Petrobras, no Centro do Rio.


Durante a campanha eleitoral, Dilma Rousseff tem afirmado que o programa de governo de Marina Silva não dá prioridade à exploração do pré-sal, cujos rendimentos serão revertidos à educação (75%) e à saúde (25%). Segundo a propaganda de Dilma na TV, a posição de Marina significa "sacrificar o futuro da educação e o futuro do Brasil". A candidata do PSB nega e chegou a pedir ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) direito de resposta no programa de Dilma, mas o TSE rejeitou.

Na semana passada, Marina Silva (PSB) disse que o PT colocou diretor para 'assaltar' cofres da Petrobras, em referência a Paulo Roberto Costa, ex-diretor da empresa, preso pela operação Lava Jato por suspeita de participar de esquema de corrupção em contratos da Petrobras.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou ao ato por volta de 12h, horário em que os manifestantes começaram a caminhar pela Avenida 13 de Maio em direção ao prédio da Petrobras, na Avenida Chile.

"Gente, se tem uma coisa que vocês não podem terceirizar, é o cargo de presidente. Ou você assume, ou não assume. Esse negócio de pedir para cada um falar um pedacinho das coisas que vão acontecer com este país, não dá certo. Este país é grande, mas não é uma colcha de retalhos que pode ser subdividida em centenas de interesses. Eu, se fosse a candidata que faz oposição, proibiria as pessoas de falar porque cada um que fala, fala mais bobagem que o outro. Ela vai acabar mostrando o que pode acontecer num programa de governo feito a 500 mãos, menos com a dela", afirmou Lula em discurso.

Devido à manifestação, um trecho da Avenida 13 de Maio, no Centro do Rio, foi interditado para o tráfego de veículos por volta das 6h desta segunda-feira (15). O policiamento foi reforçado na região.

Segundo a CET-Rio, o trecho interditado fica entre a Rua Evaristo da Veiga e a Avenida Chile. O ato está marcado para começar na Cinelândia, de onde vai se deslocar até a Avenida Chile, na sede da Petrobras. Equipes da Guarda Municipal e da CET-Rio vão acompanhar a situação.Fonte:G1
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